domingo, 6 de setembro de 2009

Somos frutos de nossas escolhas


Depois de rápidas reflexões com amigos, sobre decisões como casar e ter filhos, me lembrei de um email muito bacana que recebi há algumas semanas:

A gente é o que a gente escolhe ser.
O Destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra.
E de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa: Namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
Viver sem laços e viver com laços...
Escolha:
Beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho:
Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto...
Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembre-se: A escolha é sua....


Eu assumo 100% as minhas escolhas ... e vc?

12 comentários:

Jou Jou Balangandã disse...

Recebi protestos quanto ao fato de ter comparado casamento a uma microempresa. Quem me conhece sabe que sou romântica, mas mesmo assim a comparação é pertinente. Sinto muito pessoas, mas não existe nada menos romântico que o casamento.
Bom domingo a todos!

Dai disse...

Muito boa a reflexão.
Temos sim de assumir nossas escolhas, mas também temos o direito de mudar quando nao nos sentirmos bem com algumas situações.
Nao podemos é deixar que o comodismo faça com que nossa vida se torne um lento empurrar com a barriga.
Eu adorei a relação casamento/microempresa...

Agora só nos resta descobrir se vai ou nao acontecer a devolução da aliança...rsrs
Ótima tarde pra voce..foi um prazer te conhecer.

Jou Jou Balangandã disse...

Dai,
na verdade tive uma discussão bastante acalourada com amigos ontem sobre essas escolhas. Casar ou não casar? Casas separadas? Filhos? Regime de bens?
A devolução de uma aliança se tornou uma escolha ínfima dentre as outras que surgiram...rsss
Foi meio que uma continuidade da conversa na casa do Marcos.

Muito obrigada pela visita! O prazer foi todo meu!

Bjos

Selena Sartorelo disse...

Olá Jou Jou...muito existêncial essa tema que aborda. Mas existem muitas escolhas, inclusive a de não fazê-la.Uma conversa que dá muito pano prá manga, como diz minha mãe rsrsr!!
Mas vou escolher ouvir as opiniões e quem sabe depois chego a alguma conclusão ou não rsrrs!!

Beijos e boa semana prá você?

MR disse...

Estava muito inspirada. Foi o encontro de Blogueiros de BH?
Acho que esse foi o melhor post da estoria do seu blog. Parabens...

Jou Jou Balangandã disse...

Selena, acho que esse negocio de não fazer a escolha muito arriscado ... a vida anda pra frente, não é mesmo?

Jou Jou Balangandã disse...

MR, trazer escolhas do inconsciente para o consciente. Não é essa uma das metas do budismo? Já leu "As 7 leis espirituais do sucesso", do Chopra?

Daniel disse...

Eu tb assumo as minhas escolhas mas tb acho que há algo do destino que se encarrega por encaixar algumas coisas.

Legal que tb advoga.
Ainda não tenho seguidores mas pretendo colocar.

Apareça quando quiser.
bj

Amanda disse...

Assumindo ou não nossas escolhas, o fato é que "pagamos o preço" por elas, não dá para fugir das consequências.
Para mim, o importante é estar em busca da felicidade. E nessa busca, "errar" o caminho também é válido e deve servir de aprendizado. Se o objetivo é bom, não é um tropeço que vai nos impedir de ir em frente.

Jou Jou, esta é a minha primeira visita. Resolvi comentar porque adorei o seu blog e este post.

Parabéns!

Jou Jou Balangandã disse...

Dr. Daniel, obrigada pela visita e pelo comentário.

Voltarei muitas vezes

Bjos

Jou Jou Balangandã disse...

Amanda, exatamente por sempre pagarmos o preço, e tudo tem um preço, é que acho que devemos sempre pensar bem antes de cada escolha!

Obrigada pela visita, e por me seguir!

Bjos

Dedinhos Nervosos disse...

Eu achei muito pertinente a comparação com a microempresa. Pq o casamento é isso: uma sociedade onde os redimentos sào os momentos de felicidade, alegrias, filho, casa e tudo o que construímos juntos com quem amamos. Lindo texto.
Bj.