domingo, 28 de novembro de 2010

Quando se decide

Há alguns anos fui estudar e trabalhar na Europa, e morei em Portugal e na Suiça. Foi um período meio que de perdas profissionais, mas ganhei muita experiência de vida e amigos que mantenho até hoje. Ainda pago meio caro profissionalmente falando por causa desse ano, mas acho que em um futuro próximo vou olhar para trás e achar que tudo valeu a pena.

Uma coisa nada agradável que eu ganhei nesse ano que morei na Europa fora 10 quilos. Chocólotra assumida e apaixonada por queijos, terminei o inverno suiço já bem fora de forma, e morar próximo à fábrica dos Pastéis de Belém em Portugal não me ajudou muito. Como nunca consegui ser gordinha feliz, ao voltar pro Brasil, iniciei várias dietas, mas não havia conseguido perder mais de 3 quilos. Os anos foram passando, e parece que o meu metabolismo não me ajudava. Fazia sempre dietas mais ou menos, o que não me levava a lugar algum.

Há exatos 40 dias tomei uma atitude. Resolvi que até o final do ano estaria de volta ao meu peso. Li sobre várias dietas, e resolvi seguir a risca uma, elaborada por um médico, que me pareceu razoável. Lógico que houveram momentos de sacrifícios, mas acho que sem eles não se chega a lugar nenhum. Foram menos 5 quilos em 40 dias. O segredo? Consciência alimentar e foco em objetivos, pois sem eles e metas traçadas não se chega a lugar algum.

E assim vou fechando o ano de 2010, não só mais magra, mas muito feliz comigo mesma. Ótimo restinho de domingo a todos!

domingo, 21 de novembro de 2010

Tudo passa

Assim como dias alegres, os dias trabalhosos também passam. Sabe-se lá como, mas passam.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Na labuta

Semaninha curta, depois de um feriado de muito trabalho e pouca diversão. Nomeações a mil no TRT 2, busca por desistências antecipadas, volto a procurar ap em SP, processos andando, e estudo a mil. Falando em estudo, alguém sabe se o TRT 3 vai mesmo realizar 2 provas para a magistratura daqui a 4 dias? Ser concurseiro não é fácil! Tem hora que eu só queria dormir, e acordar quando essa fase tivesse passado.

No meio de tudo isso achei um texto do Paulo Coelho que me deu forças para seguir em frente:


Uma rosa desejava com a companhia das abelhas, mas nenhuma vinha até ela.Mesmo assim, a flor ainda era capaz de sonhar. Ao sentir-se só, imaginava um jardim coberto de abelhas, que vinham lhe beijar. E conseguia resistir até o próximo dia, quando tornava a abrir suas pétalas.
- Você não está cansada? – perguntou outra rosa.
- Não. Preciso continuar lutandor.
- Por quê?
- Porque, se eu não me abrir, eu murcho.




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Necessidades


E para chegar onde eu quero, tive que cortar temporariamente algumas coisas que me fazem felizes. Mas no final, tenho certeza que tudo vai valer a pena!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aperto de costura


Reza a lenda que o Congresso Nacional voltou a funcionar. Eleições passadas, assuntos em Brasília voltam a fazer parte do meu dia a dia. Volto a colocar energias em um PL que tenho interesse que vire lei o quanto antes.
Li na Folha que o nosso Presidente irá tomar medidas impopulares por agora, para não "manchar" o governo de sua sucessora.
Aos colegas do judiciário, que votaram nela, acreditando no nosso aumento, fica aqui os meus pêsames.
No mais, processos andando e mundo dos concursos a mil. Com isso tudo, 24x7 tem sido pouco.

Muito obrigada a todos que passam por aqui, principalmente àqueles que registram a sua presença deixando um recadinho. Milhões de desculpas por não retribuir as visitinhas, mas é que ando num aperto de costura sem fim. Em dezembro, as coisas estarão mais calmas (assim espero, ou melhor, não espero não, rsss). Até lá, ficamos assim ....


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Viva São Judas Tadeu

O final de semana foi mais que perfeito, com amigos no sábado e família no domingo. Estivemos quase todos em São Sebastião das Águas Claras, na casa do meu irmão, onde assamos uma carninha. A chuva não atrapalhou. Pra fechar com chave de ouro, meu time bateu um timinho de maricas em um clássico. Meu Galo continua valente, o que me deixa orgulhosa. Não fui a missa, mas antes de dormi agradeci muito pelo tanto que tenho ... familia, amigos, todos saudáveis, todos progredindo. Não tem preço!

Hoje é dia de São Judas Tadeu. Quem me conhece sabe que não sou de ir a missa, nem fazer promessas, mas tenho muita fé. Acordei cedo e fui ao santuário. Missa lotada! Agradeci muito pelo tanto que tenho, pelos dias maravilhosos que tenho vivido, e pedi ajuda e luz em caminhos que necessito. Sai de lá me sentindo bem. Cheguei em casa e recebi uma boa notícia, já sinalizando coisas boas no meu caminho ... coincidência? Que bobagem, isso não existe!






Oração a São Judas:

São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor foi a causa de que fôsseis esquecido por muitos, mas a Igreja vos honra e invoca universalmente como patrono nos casos desesperados, nos negócios sem remédios.
Rogai por mim que sou um miserável. Fazei uso, eu vos imploro, desse particular privilégio que vos foi concedido, de trazer viável e imediato auxílio, onde o socorro desapareceu quase por completo. Assisti-me nesta grande necessidade, para que eu possa receber as consolações e auxílios do Céu em todas as minhas precisões, atribulações e sofrimentos, alcançando-me a graça de (aqui se faz o pedido particular), e para que eu possa louvar a Deus convosco e com todos os eleitos, por toda eternidade.

Eu vos prometo, ó Bendito Judas Tadeu, lembrar-me deste grande favor e nunca deixar de vos honrar como meu especial e poderoso patrono, e fazer de tudo o que estiver ao meu alcance para incentivar a devoção para convosco. Amém.

São Judas Tadeu, rogai por nós e por todos os que vos honram e invocam vosso auxílio.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Horário de verão

Durmo muito tarde, tenho o sono leve, não consigo sair da cama quando o despertador toca. Obviamente que depois de uma noite mal dormida, o dia fica difícil. Este é o resumo da minha primeira semana no horário de verão. Acho que o meu organismo ainda não se adaptou. A coisa já foi mais fácil. Será a idade?

Sei que a economia é grande. Mas qual o destino do dinheiro não gasto? Alguém já viu uma obra com os dizeres "esta obra foi financiada com verba proveniente de economia com o horário de verão"?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Muito mais as mineiras

Ontem assisti o novo seriado da Globo, As Cariocas. Achei exploração da sensualidade feminina por demais. Tudo bem. Prefiro acreditar que se trate de uma obra não real. Mas sou bairrista. Muito mais as mineiras. Nada que uma zoiadinha mineira e que um bom papo não resolva, num é não, uai?! E que o diga Drummond!




As Mineiras

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo ficou de fora? Porque, Deus, que sotaque!
Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: "só isso?" Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina mineira que me ligou por engano, só pelo sotaque.
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar").
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem- lingüisticamente falando - apenas de "uais", "trens" e "sôs". Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade, fala que ele é "bão de serviço". Pouco importa que seja um juiz de direito, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, é claro - ele é "bão de serviço".
Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?". Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.
Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: "Mexe com isso não, sô" (leia-se: sai dessa, é fria, etc). O verbo 'mexer', para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com que você mexe, não fique ofendido, querem saber o seu ofício.
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de "bonitim", "fechadim", e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um 'vamos' completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram, são barradas pelas montanhas.
No supermercado, não faz muitas compras, ela compra um "tanto de coisa". O supermercado não estará lotado, ele terá "um tanto de gente". Se a fila do caixa não anda, é porque está "agarrando" lá na frente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: "Ai, gente, que dó". É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.
Não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão". Leitor, você é meio burrinho ou é impressão? A propósito, um mineiro não pergunta: 'você não vai?'. A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir?" Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema.
Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar:- "Ah, fui lá comprar umas coisas..." "Que' s coisa?" - ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que. A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios em Minas...
Ontem, uma senhora docemente me consolou: "prôcupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.
A fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o 'tchau' em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau procê", "tchau procês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. Então... "Tchau procês!"
Carlos Drummond de Andrade